terça-feira, setembro 15, 2009

sábado, setembro 12, 2009

short story - As Bruxas



Umas das minhas personagens favoritas (e que aguardam por uma história) são as bruxas.
Enquanto isso, deleito-me em ir inventando algumas peripécias cómicas e maléficas....nem por isso.
Mázinhas, vá.
Ainda sem uma história definida com princípio meio e fim, divirto-me por enquanto a inventar pequenos episódios.
Espero que tenha alguma piada pelo menos.
Até já!

quinta-feira, setembro 10, 2009

De volta às noites das Arábias

As seguintes ilustrações estiveram na exposição colectiva no Pois Café, em Maio, sob o título 'Rituais' .
As meninas participantes decidiram em conjunto este tema, e como se sabe, às vezes não é fácil arranjar uma solução para um problema....e na maioria das vezes, o resultado nem se aproxima remotamente com o que se tinha pensado fazer no princípio.
Rituais satânicos? Foi logo o que eu pensei.
Mas não.
Já com o 'deadline' a apertar, e sem nada na mira, acabei por ir parar imaginar o que seriam os rituais de uma odalisca das árabias. Nunca me farto deste tema, e de inventar (à minha maneira, claro está) uns 'ambientes'.

Ficam então as quatro ilustrações, onde a Odalisca 'descansa', 'vai buscar água à fonte' (como me dizia sempre o meu querido avô há muitos anos, cada vez que me via: 'Margarida vai à fonte'), 'entrança' e 'levita', tudo coisas que uma odalisca de certeza costuma fazer.














domingo, junho 28, 2009

quarta-feira, junho 24, 2009

sometimes you need a break.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Em relação ao carnaval e outras coisas

Está na hora de pôr os dedos a mexer e desenhar mais. Agora tem me apetecido experimentar canetas de feltro, material que quase já não uso desde a escola primária!Sempre me irritaram um bocadinho as canetas de feltro, porque se viam os riscos todos, não é fácil misturar as cores....mas finalmente fizemos as pazes.
E eis em o que os meus devaneios se transformaram, numa girafa carnavalesca....
Depois, sem saber porquê, passei para os sofás com almofadas fofas....
Estou a pensar em montar o meu IKEA
e porque não um tapetinho persa a combinar com o banco?



Visto isto, só me restava pôr a girafa a tomar chá com o meu cão, o Pipo

E é isto que faz sentido no mundo da ilustração.



segunda-feira, dezembro 29, 2008

sexta-feira, julho 11, 2008

A carvão

Tenho o prazer de mostrar alguns desenhos a carvão, feitos pelas alturas em que eu ainda era estudante das Belas-Artes. Nunca tinha usado carvão até à faculdade, e foi uma bela descoberta.
Estes são uns exercícios de desenho de estátua, do primeiro ano. Se acham qe desenho de estátua é chato, deviam experimentar desenhar colchões de esponja empilhados, seguido de uma betoneira, durante os dois primeiros periodos do ano....de repente, desenhar uma estátua no fim do ano foi uma lufada de ar fresco!

Auto-retrato do segundo ano - que foi também o ano das aulas de modelo nu. Foi das disciplinas que gostei mais, e onde comecei a usar muito o carvão. Tínhamos um modelo que era um xuxu de pessoa : muito simpático, e com paciência infinita lá ficava ele quietinho em pelota, para vinte e tal alunos poderem desenhar o seu corpinho escultural...














Estes foram uns exercícios que fiz no quarto ano.



Uma cópia dum desenho do Degas
E um retrato da Sandrinha

sábado, março 22, 2008

A Alforreca - parte VIII

Voltando a terra o macaco saltou para a árvore com uma ligeireza nunca vista.

Procurou entre as folhas, não encontrou. Explicou então à alforreca que algum companheiro o levara para longe o que o obrigava a demorar-se em pesquisas; no entretanto que fosse ella contar o caso ao seu senhor; que devia estar ansioso por vê-la chegar antes da noite.

Assim procedeu o bicho.

El-Rei, que a esperava e que a escutou, enraivecido por tamanha ingenuidade, para não lhe chamar coisa mais feia, ordenou que malhassem no bicho à pancada.



quarta-feira, março 19, 2008

A Alforreca - parte VII


Então o mono, disse cortezmente, que era uma alta honra o assim tornar-se util a sua magestade; acrescentou porem, que agora se lembrava de ter deixado o figado dependurado n'um tronco de árvore.
Explicou como o figado era uma coisa bastante pesada, um empecilho que elle costumava pôr de parte; habitos de familia, já o seu avô fazia o mesmo; e concluiu que era melhor voltarem para trás.
Não pôs objecções a nadadora.

sexta-feira, março 14, 2008

A alforreca - parte VI

Porém, a meio da travessia, pergunta o mono:

- Que pensa você que vão fazer de mim na sua terra?

A alforreca deveria agora ser discreta, encapotar as respostas em evasias, mas oiçam lá o que ella deu em troco:

- Eu lhe digo: meu rei ordena ao senhor macaco que arranque o proprio figado, o qual vae ser servido à nossa soberana enferma e salvá-la da morte.

terça-feira, março 11, 2008

A alforreca - parte V


Não tarda muito a abeirar-se do paiz onde vivem os macacos; por felicidade, além está, um lindo mono, num ramo.


- Bons dias senhor macaco. Eu venho aqui expressamente falar-lhe d'um paiz longinquo, muito mais bello do que o seu, situado além das ondas. Alli não há estações. É a terra da amenidade do clima; alli constantemente amadurecem aveludados fructos saborosos nas copas das árvores repolhudas.


O macaco achou gracioso isso de ver novos paizes.


- Ao largo amiga!

domingo, março 02, 2008

A Alforreca - parte IV


Por aquelles tempos, a alforreca, como qualquer bicho das águas, era um animal gracioso, de contornos esbeltos, com cabecinha, olhinhos, mãosinhas e com a competente cauda titilante; lá vae, oceano fóra...

A Alforreca - parte III


Mas nem os dragões escapam às duras provações da existência!
Ainda nem um mês se passara, quando a augusta soberana caiu doente.
Reuniram-se os doutores em conferência, que tiveram de ser francos, de declarar que a sciencia - já n'aquella epoca se enchia a bocca com a sciencia - que a sciencia nada mais podia fazer e que um angustioso desfecho era de esperar-se.
Do seu leito de enferma, agita as tremulas patinhas a rainha, que diz:
- Uma só coisa me salvará: arranquem o figado a um macaco vivo e consintam que o devore; recuperarei a saúde...
- Estás louca minha querida! - Não poude reprimir o rei.
- No figado do mono alguma coisa virá, alguma particula estranha, senhor, que me salvaria!
Julgava merecer-lhe meus affectos. Dê a coroa a outra espousa, consita que volva ao ninho de meus paes... - sufocava-se em soluços, a rainha.
O rei dos dragões não queria passar entre as damas, por um dragão cruel. Satisfaça-se pois o capricho da rainha.
Mandou chamar a sua escrava mais fiel e dedicada, a alforreca, e confiou-lhe a espinhosa tarefa.

domingo, fevereiro 24, 2008

A Alforreca - parte II

Explendidas foram as bodas por essa ocasião, segundo consta: foram, durante longos dias, estupendos regabofes, em danças, em musicas, em banquetes.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

A alforreca - parte I


Falla a lenda japoneza.
Antigamente - e quem sabe se ainda hoje! - no seio do oceano era o reino faustoso dos dragões.
Um bello dia, resolveu casar-se o bom soberano desse reino. A noiva escolhida foi uma jovem dragôazita de dezesseis anos apenas, adorável, digna pelos seus mil encantos do ser consorte feliz de tal senhor.

Wenceslau de Moraes, A Alforreca

domingo, fevereiro 10, 2008

A Alforreca

Ilustração feita para uma lenda japonesa, contada por Wenceslau de Moraes, intitulada 'A Alforreca'.

É uma boa teoria para explicar porque é que a alforreca é o bicho gelatinoso que se vê hoje em dia!

próximos capitulos a não perder....

sábado, fevereiro 09, 2008

Lisboa
















Para não deixar este pobre blog ao abandono, resolvi urgentemente voltar à carga, e desta vez pôr uns desenhos que fiz de Lisboa, mais virado para a arquitectura de igrejas e palacetes, que é uma das coisas que eu mais gosto da cidade.

sexta-feira, junho 08, 2007

Sereias

Que menina não viu a Ariel, A Pequena Sereia da Walt Disner??? Desde aí, as sereias fazem parte dos meus desenhos. E adereços e cores nunca são demais.
Esta tem frio, tadita, porque está a chegar o inverno.